quinta-feira, 27 de agosto de 2009

ENTUSIASMAR

EM TU SE AMAR.

Hoje eu me apaixonei por mim novamente.

Obrigada Vida.
Luz na Mente e Paz na Alma.

terça-feira, 18 de agosto de 2009


I'm afraid... Only you.

Puta merda!

Puta merda é uma expressão completa, ela descreve as duas coisas que a nossa sociedade mais repugna: A PUTA e A MERDA.
Acho que é a expressão perfeita para um momento de fúria.
Fúria... é só o que sinto nos últimos dias.
Toda PAZ, todo AMOR, todos SORRISOS que eu sempre propaguei se perderam no rompante dos meus pensamentos.
De repente, não mais do que de repente eu, simplesmente, queria não PENSAR.
Um vício investigativo tomou conta do meu SER.
SER destroçado pelos falares, pela fúria... AGRESSIVIDADE AO DESPERTAR.
DESPERTA-SE NA GUERRA, em busca da PAZ.
Onde está a PAZ?
Na puta?
Na merda?
Na MERDA de dia que se inicia.
Na PUTA da noite que se esvai.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Obrigada

Obrigada pela desilusão... do não sentir.
Ser adulta chega a ser insurpotável. As pessoas estão muito preocupadas com o seu ego, com não perder a sua liberdade, com não ser controladas, com não ser vigiada.
Chega a ser irônico em um mundo de reality shows.
Obrigada por desfazer dos sentimentos em pró da liberdade.
Obrigada pelo reconhecimento do não sentir.
Obrigada por mostrar o quão pesada pode ser a vida.
Obrigada pela descrença humana.
Obrigada por não acreditar...
MÁGOA QUE RESTA EM CENA.

Sigo...tranquilamente a caminhada segue em busca do EQUILÍBRIO e na crença do AMOR.

Ainda, libertando-se da liberdade.

"Violar um princípio é muito mais grave do que transgredir uma norma" (Direito Administrativo)

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Deleuze

Quando se trabalha, a solidão é, inevitavelmente, absoluta. Não se pode fazer escola, nem fazer parte de uma escola. Só há trabalho clandestino. Só que é uma solidão extremamente povoada. Não povoada de sonhos, fantasias ou projetos, mas de encontros.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Desisto


Desisto de acreditar em minha cabeça, ela não sabe o que eu quero.
Desisto dos meus princípios, eles não me levam a lugar nenhum.
Desisto do meu ciúme, ele não sabe dos meus sentimentos.
Desisto de desistir para no AMOR insistir.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Sempre Drummond

Em verdade temos medo.
Nascemos no escuro.
As existências são poucas;
Carteiro, ditador, soldado.
Nosso destino, incompleto.
E fomos educados para o medo.
Cheiramos flores de medo.
Vestimos panos de medo.
De medo, vermelhos rios
Vadeamos.
Somos apenas uns homens e a natureza traiu-nos.
Há as árvores, as fábricas,
Doenças galopantes, fomes.
Refugiamo-nos no amor,
Este célebre sentimento,
E o amor faltou: chovia,
Ventava, fazia frio em São Paulo.
Fazia frio em São Paulo...
Nevava.
O medo, com sua capa,
Nos dissimula e nos berça.
Fiquei com medo de ti,
Meu companheiro moreno.
De nos, de vós, e de tudo.
Estou com medo da honra.
Assim nos criam burgueses.
Nosso caminho: traçado.
Por que morrer em conjunto?
E se todos nós vivêssemos?
Vem, harmonia do medo,
Vem ó terror das estradas,
Susto na noite, receio
De águas poluídas. Muletas
Do homem só.
Ajudai-nos, lentos poderes do
Láudano.
Até a canção medrosa se parte,
Se transe e cala-se.
Faremos casas de medo,
Duros tijolos de medo,
Medrosos caules, repuxos,
Ruas só de medo, e calma.
E com asas de prudência
Com resplendores covardes,
Atingiremos o cimo
De nossa cauta subida.
O medo com sua física,
Tanto produz: carcereiros,
Edifícios, escritores,
Este poema,
Outras vidas.
Tenhamos o maior pavor.
Os mais velhos compreendem.
O medo cristalizou-os.
Estátuas sábias, adeus.
Adeus: vamos para a frente,
Recuando de olhos acesos.
Nossos filhos tão felizes...
Fiéis herdeiros do medo,
Eles povoam a cidade.
Depois da cidade, o mundo.
Depois do mundo, as estrelas,
Dançando o baile do medo. video