quinta-feira, 25 de junho de 2009

Desisto


Desisto de acreditar em minha cabeça, ela não sabe o que eu quero.
Desisto dos meus princípios, eles não me levam a lugar nenhum.
Desisto do meu ciúme, ele não sabe dos meus sentimentos.
Desisto de desistir para no AMOR insistir.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Sempre Drummond

Em verdade temos medo.
Nascemos no escuro.
As existências são poucas;
Carteiro, ditador, soldado.
Nosso destino, incompleto.
E fomos educados para o medo.
Cheiramos flores de medo.
Vestimos panos de medo.
De medo, vermelhos rios
Vadeamos.
Somos apenas uns homens e a natureza traiu-nos.
Há as árvores, as fábricas,
Doenças galopantes, fomes.
Refugiamo-nos no amor,
Este célebre sentimento,
E o amor faltou: chovia,
Ventava, fazia frio em São Paulo.
Fazia frio em São Paulo...
Nevava.
O medo, com sua capa,
Nos dissimula e nos berça.
Fiquei com medo de ti,
Meu companheiro moreno.
De nos, de vós, e de tudo.
Estou com medo da honra.
Assim nos criam burgueses.
Nosso caminho: traçado.
Por que morrer em conjunto?
E se todos nós vivêssemos?
Vem, harmonia do medo,
Vem ó terror das estradas,
Susto na noite, receio
De águas poluídas. Muletas
Do homem só.
Ajudai-nos, lentos poderes do
Láudano.
Até a canção medrosa se parte,
Se transe e cala-se.
Faremos casas de medo,
Duros tijolos de medo,
Medrosos caules, repuxos,
Ruas só de medo, e calma.
E com asas de prudência
Com resplendores covardes,
Atingiremos o cimo
De nossa cauta subida.
O medo com sua física,
Tanto produz: carcereiros,
Edifícios, escritores,
Este poema,
Outras vidas.
Tenhamos o maior pavor.
Os mais velhos compreendem.
O medo cristalizou-os.
Estátuas sábias, adeus.
Adeus: vamos para a frente,
Recuando de olhos acesos.
Nossos filhos tão felizes...
Fiéis herdeiros do medo,
Eles povoam a cidade.
Depois da cidade, o mundo.
Depois do mundo, as estrelas,
Dançando o baile do medo. video

domingo, 7 de junho de 2009

AMO MUITO TUDO ISSO

No eclodir do não sentir a vida se tece. Ante a juventude caída de conflitos desnecessários e amores incertos, trilha-se um caminho...desvaira-se na solitária caminhada. Confunde-se o céu e o inferno, o bem e o mal, que construídos em meio a discursos emana o saber do EXISTIR. Não se sabe EXISTIR, na metamorfose do PERSITIR. Em que a carne usufrui das ilusões. Ensina a resistir, desiste para INSISTIR. De pensamentos doentios e desejos esperançosos, uma vida de invejas penosas...de mãos dadas...rápida, intensa, sofrida. De mentiras sentimentais, sentimentos de mentira: compaixão, desejo, loucura...o que resta é o que não aconteceu. Mente destroçada, corpo faminto, alma perdida. Na perdição das mentiras o ENCONTRO. Mágoa que resta em cena...de mãos dadas, enaltece-se a alma, admira-se o desejo.
RESISTE